Energia Termoambiente Valvim
Projeto de Energia Termoambiente - Geração de energia elétrica a partir do calor ambiente

A verdadeira causa do aquecimento global (resumo matemático)

Última atualização em25/02/2017

Verdadeira causa do aquecimento global

Até recentemente, a maioria dos cientistas diziam que o efeito estufa era a principal causa do aquecimento global. Minhas pesquisas matemáticas indicam, no entanto, que eles estavam equivocados. A principal causa do aquecimento global não está relacionada com a quantidade de gases poluentes que lançamos no ambiente, e sim, com a quantidade de energia térmica que lançamos na atmosfera.

A transformação de matéria (petróleo, carvão, urânio, etc) em energia, é o principal responsável pelo aquecimento global independentemente da poluição ambiental que isso venha a causar. Meus cálculos indicam que não é o efeito estufa que está superaquecendo o planeta. É a poluição térmica, gerada pelo próprio Homem, que o está aquecendo. Os automóveis, os aviões, os navios, as indústrias, as termoelétricas, os prédios comerciais e residenciais despejam milhares de megawatts de energia térmica na atmosfera, todos os dias, e é isso que está causando o aquecimento global.

Alguns cientistas afirmam que a camada de gases poluentes reflete as ondas infravermelhas procedentes da superfície da Terra, causando o efeito estufa. Eles se esquecem que, esta mesma camada de gases poluentes, também reflete as ondas de infravermelho procedentes do Sol, mandando-as de volta para o espaço e diminuindo o somatório de energia que alcança a superfície da Terra. Na verdade, é a poluição atmosférica que está contrabalançando a enorme quantidade de energia térmica que estamos lançando no ambiente. Nesse momento, é o CO2 que está contendo o aquecimento global nos níveis ainda suportáveis pela raça humana. Analise os dois gráficos abaixo e compreenda o porque.

Observe na figura 4, os diferentes comprimentos de onda irradiados pelo Sol.
Radiação solar espectral

A figura 5 mostra, na linha verde, a intensidade dos raios solares antes de atravessarem a atmosfera. E, na linha marrom, a intensidade dos rais solares após atravessarem a atmosfera.
Aquecimento global e radiação espectral

Os relatórios da NASA, impressos graficamente na figura 5, provam que o dióxido de carbono (CO2), principal poluente produzido pelo Homem, está, na verdade, reduzindo a entrada de energia infravermelha procedente do Sol. Logo, o que está aquecendo o planeta, de forma anormal, não é o CO2, e sim, a poluição térmica que nós mesmos estamos gerando ao convertermos matéria em energia térmica para movermos automóveis, termoelétricas, etc.

De acordo com os dados oficiais da Agência Internacional de Energia - AIE, e Global Energy Statistical - Yearbook 2016 em 2015 o mundo gerou 13.889 Mtep procedentes das mais diferentes fontes (carvão, lenha, biomassa, petróleo, urânio, hidráulica, etc). Obs: "Mtep" é uma unidade de energia que significa milhões de toneladas equivalentes de petróleo. Tenha em mente que, essa energia, depois de utilizada, ela tem que se acumular em algum lugar e, esse lugar, é a atmosfera e os oceanos. De acordo com a lei da conservação de energia, a energia não pode ser destruída.

Se tomarmos como exemplo a quantidade de energia "gerada" pela humanidade no ano de 2015, poderemos calcular qual foi o seu impacto na temperatura da atmosfera terrestre. Vamos utilizar a Equação Fundamental da Calorimetria para fazer esse cálculo e descobrir de quanto foi o acréscimo da temperatura atmosférica em 2015:

Onde:
Q=
quantidade de calor em calorias;
m=
massa da atmosfera, em gramas;
c=
calor específico da atmosfera = 0,24 cal/g.°C;
Δθ=
variação de temperatura em graus Celsius.

Como a unidade de energia disponibilizada pela AIE está em Mtep, vamos primeiramente convertê-la em calorias, sabendo que 1 Mtep equivale a 1 x 1016 calorias:

De acordo com os dados da American Meteorological Sociery a massa total da atmosfera terrestre é de 5,148 x 1018 kg. Para utilizarmos esse dado, na equação da calorimetria, vamos convertê-lo em gramas:

Substituindo os valores de Q, m, c, na equação, temos:

Portanto, no ano de 2015, nós lançamos no ambiente 13.889 Mtep, de energia térmica, causando um acréscimo de 0,11 °C na temperatura média da atmosfera.

Em 1980, nós lançamos 7.173 Mtep e, aplicando a Equação Fundamental da Calorimetria, chegamos a um acréscimo de 0,06 °C. No ano 2000, a civilização humana lançou 10.026 Mtep, na atmosfera, elevando sua temperatura em 0,08 °C. Se totalizarmos o aumento anual entre 1980 a 2015, concluiremos que a atmosfera recebeu, nesse período, 1,87 °C, de acréscimo, em sua temperatura. Mas, como a atmosfera cedeu aproximadamente 30% desse calor, para o solo, para o mar e para o espaço, a atmosfera ficou então com um acréscimo de 1,31 °C (1,87 °C - 30%), entre os anos de 1980 e 2015.

O problema é que as medições oficiais realizadas pela NASA, nesse período, constataram um aumento de apenas 0,87 °C, e não 1,31 °C, conforme acabamos de calcular. Isso deixa claro que existe outro fator que está contrabalançando o aquecimento resultante da geração de energia pelo Homem. A figura 5 nos mostra, com clareza, que o CO2 está reduzindo a entrada de infravermelho na atmosfera. Portando, diferentemente do que se pensava, a poluição atmosférica não está aumentando o efeito estufa. Ela está, na verdade, reduzindo o total de energia que a Terra recebe do Sol, ao bloquear uma parcela das ondas de infravermelho. Por isso, e somente por isso, a temperatura da atmosfera não está 1,31 °C mais alta que em 1980. As nuvens, sejam de vapor d'água, ou de poluentes, funcionam, majoritariamente, como fontes de sombra colaborando com o arrefecimento da superfície.

Precisamos considerar esse estudo na hora de planejarmos novas estratégias de contenção do aquecimento global. Se reduzirmos os gases poluentes e aumentarmos a produção de energia, estaremos, na verdade, condenando o planeta a um final catastrófico. A única solução, matematicamente viável, é desenvolvermos uma tecnologia para convertermos a energia térmica, já existente no planeta, em eletricidade e interrompermos a transformação de matéria em energia (urânio, petróleo, carvão etc). O planeta já tem armazenado, em sua atmosfera e em seus oceanos, toda a energia que a humanidade necessita. É hora de aprendermos a reciclar essa energia.

Com a implantação do "Projeto de Energia Termoambiente", que estou desenvolvendo para combater o aquecimento global, uma parte do calor ambiente (energia termoambiente) irá se transformar em energia elétrica, abastecer nossas necessidades de transporte, indústria, comércio, etc. E, no decorrer do seu uso, retornará à forma de calor mantendo a temperatura do planeta estável. Ou seja, com o processo de reciclagem contínua, da energia termoambiente, o somatório de energia existente no planeta não será alterado mantendo sua temperatura num patamar confortável.

Leia o artigo completo, em PDF, com explicações detalhadas para melhor compreensão dessa nova forma de entender o aquecimento global - PDF.

Veja outros artigos desse Projeto:
Gerador Elétrico Termoambiente - parte 1.

Energia Termoambiente a energia do futuro.
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Autor: Valvim Dutra

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